Case corporativo · Julho de 2026

Hackathon de IA na empresa: o que o time constrói em 1 dia

Um dia. O time inteiro dividido em grupos, resolvendo problemas reais da própria operação com inteligência artificial (IA) — o Claude, principalmente. No fim do dia, projetos rodando de verdade. Foi assim no Ismart, com cerca de 70 pessoas — e aqui eu conto como funciona por dentro.

Um hackathon de IA na empresa é um dia em que o time para o trabalho normal, se divide em grupos e usa IA — Claude, principalmente — pra resolver um problema real da própria operação. Não é palestra nem curso teórico: as pessoas põem a mão na massa e apresentam uma solução funcionando no fim do dia. O objetivo não é ganhar prêmio, é o time descobrir, na prática, que consegue fazer aquilo sozinho na segunda de manhã.

Sala do hackathon de IA no Ismart, com times em mesas e a tela mostrando Hackathon de IA
O hackathon de IA que conduzimos no Ismart: times espalhados pela sala, cada grupo atacando um problema da própria área. Na tela, o desafio do dia.

Deixa eu te contar como foi de verdade. A gente chegou no Ismart com cerca de 70 colaboradores na sala — gente de áreas totalmente diferentes, a maioria que nunca tinha usado IA pra trabalhar de verdade. A minha maior preocupação não era a tecnologia. Era: será que essas 70 pessoas vão sair do "eu já ouvi falar de IA" pro "eu acabei de construir uma coisa que funciona"? Spoiler: saíram.

Por que um dia inteiro construindo bate qualquer palestra

Eu já dei muita palestra de IA. Palestra é boa pra inspirar, pra plantar a ideia. Mas no dia seguinte, sabe o que acontece? A pessoa volta pra mesa dela, abre o email, e a IA vira aquela coisa que "um dia eu testo". O hackathon resolve isso de um jeito meio bruto: ninguém sai da sala sem ter construído algo que resolve um problema que ela mesma tem.

A estrutura é simples de entender:

  • Cada time escolhe um problema real da própria operação — não um caso fictício. O relatório que toma a tarde toda, a triagem de mensagens, a planilha que ninguém aguenta mais.
  • Todo mundo trabalha ao mesmo tempo, com o Claude aberto, construindo a solução em linguagem natural. Sem código, sem jargão.
  • No fim do dia, cada grupo apresenta o que fez — e o que fez tá rodando, não é slide bonito prometendo o futuro.
Um time de colaboradoras do Ismart trabalhando junto nos laptops durante o hackathon de IA
Um dos times em plena construção. É isso o dia inteiro: gente que não programa colocando IA pra resolver o próprio trabalho, uma ao lado da outra.

Repara na foto acima: é gente comum, das áreas de sempre, com o laptop aberto e o Claude do lado. Ninguém ali é programador. E é exatamente esse o ponto — a IA parou de ser assunto de área de tecnologia e virou ferramenta de todo mundo.

→ O que muda de verdade

O maior ganho de um hackathon não é o projeto que sai pronto. É a mudança de cabeça. Depois de construir uma coisa que funciona no próprio dia, a pessoa nunca mais olha pra IA como "coisa complicada". Ela vira "isso eu resolvo com o Claude" — e isso ela leva pro resto do trabalho.

A energia de todo mundo construindo junto

Tem uma coisa que não cabe em relatório de ROI mas que é real: a energia da sala. Quando 70 pessoas estão construindo ao mesmo tempo, competindo de forma leve, mostrando pro time do lado o que descobriram, acontece uma coisa que treinamento sentado em fila nunca gera. Vira meio que uma maratona coletiva. As pessoas se empolgam, se ajudam, e o medo da IA some porque todo mundo tá errando e acertando junto.

Bruna Santanna conduzindo a abertura do hackathon de IA no palco, com o slide O que é um hackathon
Eu na abertura, explicando o formato antes de soltar os times. A regra do dia é simples: hack (resolver) + marathon. Pouco slide, muita mão na massa.

Meu papel ali no começo é dar o tom e depois sair da frente. Eu abro explicando o formato, mostro exemplos, tiro o peso de cima de quem acha que "isso não é pra mim" — e aí solto os times. O resto do dia eu passo circulando de mesa em mesa, destravando, provocando, empurrando cada grupo um pouco além do que ele achava que dava.

Quer isso na sua empresa?

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Eu monto o hackathon em cima da sua operação: os problemas são os seus, as soluções ficam com o seu time, e todo mundo sai sabendo usar IA de verdade — não em teoria. Do desenho do dia até a condução na sala.

O que o time construiu (e levou pra rotina)

No fim do dia, as apresentações sempre me surpreendem — e olha que eu já vi bastante. Os projetos não são fogo de palha. São soluções pequenas, específicas e úteis pro trabalho de quem construiu. Coisas do tipo: automatizar um relatório que levava horas, montar um assistente pra triar demandas, transformar uma planilha manual num fluxo que roda quase sozinho.

✦ Case real · Ismart

Cerca de 70 colaboradores, um dia, times competindo. Cada grupo pegou um problema da própria operação e, no fim do dia, apresentou uma solução rodando — não uma promessa. O que a gente ouviu mais foi "eu não sabia que dava pra fazer isso" — e essa frase, dita por 70 pessoas no mesmo dia, é o que muda uma empresa.

Vista ampla da sala do hackathon de IA no Ismart com dezenas de pessoas trabalhando em times
A sala inteira em movimento. É essa energia de time construindo junto que faz a IA "pegar" numa empresa — muito mais do que qualquer treinamento passivo.

Vale a pena pra qualquer empresa?

Vale se você quer que a IA saia do PowerPoint e entre na rotina do time. O hackathon é o formato mais rápido que eu conheço pra isso: em um dia, uma empresa inteira passa de "a gente devia usar mais IA" pra "a gente usa IA, e sabe como". Ele funciona melhor quando é desenhado em cima da operação real da empresa — não com casos genéricos de internet.

Se você quer entender o resto do que a IA (e o Claude especificamente) consegue fazer no dia a dia antes de levar pro seu time, dá uma olhada no Guia do Claude — ele é a base de quase tudo que a gente constrói nesses dias. E se quiser ver outros formatos de treinamento além do hackathon, tá tudo em Treinamentos Corporativos.

Dúvidas rápidas

É um dia (ou meio dia) em que o time para o trabalho normal, se divide em grupos e usa IA — Claude, principalmente — pra resolver um problema real da própria operação. Não é palestra: as pessoas põem a mão na massa, constroem uma solução de verdade e apresentam funcionando no fim do dia. O objetivo não é ganhar prêmio, é o time sair sabendo que consegue fazer aquilo sozinho na segunda-feira.
Não. Os hackathons que eu conduzo são pra times que não programam — marketing, RH, operações, financeiro, comercial. A graça é justamente essa: pessoas que nunca escreveram uma linha de código constroem coisas úteis usando o Claude em linguagem natural, no dia. Quem sabe programar avança mais rápido, mas não é pré-requisito de nada.
Normalmente um dia inteiro, com times de 4 a 6 pessoas. Já conduzi com cerca de 70 colaboradores ao mesmo tempo, todos divididos em grupos, cada um atacando um problema da sua área. Dá pra fazer com turmas menores também. O formato se adapta ao tamanho da empresa e ao tempo que o time tem disponível.
Continue lendo Treinamento de IA para empresas: o que funciona de verdade (case com 280 pessoas) → Fluxo de caixa com IA: como um processo de 2 dias caiu pra minutos → O Guia Definitivo do Claude em Português →
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